Dica de Leitura: Julieta

Por Caroline Nishi

Costumo me apaixonar pela capa. Calma, me refiro aos livros e essa frase pode não soar muito bem depois de ouvir o ditado “nunca julgue o livro pela capa”, mas é fato, acontece em todos os âmbitos de nossa vida e algumas vezes é inevitável.

Um dia eu estava garimpando uma prateleira de literatura estrangeira de uma livraria, quando me deparei com o livro Julieta de Anne Fortier e a capa logo me conquistou. No entanto, o que mais me chamou a atenção foi a intrigante frase na capa “Duas famílias, uma antiga maldição, um amor quase impossível…”. Que, de acordo com o contexto, só poderia significar uma única coisa: a história tem fortes influências shakespearianas.

Acredito que tudo o que envolva Shakespeare, tem que ser bom, então comprei o livro, comecei a lê-lo e não parei. A narrativa e o enredo me tocaram de tal maneira que nas minhas horas vagas não conseguia largá-lo. Não admito, mas gosto de um romance bem escrito.

Tudo começa quando nossa protagonista recebe a notícia de que sua tia-avó faleceu e com sua morte recebe informações reveladoras: Seu nome verdadeiro não é Julieta Jacobs. Seus pais foram assassinados e não morreram num acidente de carro como sua tia lhe contou. Sua mãe morreu tentando descobrir pistas de um tesouro de família há muito tempo perdido e tentando quebrar uma maldição que existe desde a Idade Média entre os Tolomei e os Salimbeni.

Julieta, incentivada pelo seu fiel amigo Umberto, antigo mordomo da família, decide atender o último desejo da tia e parte em busca do tesouro perdido e Siena é o seu destino. Ao chegar lá, se depara com um monte de coisas antigas e aparentemente sem valor. Ela também conhece pessoas e em sua maioria sente grande simpatia por elas como Eva Salimbeni que, desde o momento que Julieta pisou em Siena, se mostra estranhamente disposta a ser sua amiga. Com exceção de Alessandro, de quem não gosta logo de cara. Sua tia tinha um motivo razoável para omitir uma parte da história dos seus pais, se Julieta e sua irmã Janice voltassem para a Itália, suas vidas correriam sérios riscos, agora que Julieta está próxima de sua história e em busca deste tesouro todo cuidado é pouco com tudo e todos, principalmente os Salimbeni.

Neste triller de tirar o fôlego Anne Fortier prende sua atenção do início ao fim, numa versão atual e diferente da maior e mais trágica história de amor de todos os tempos. Entrar neste romance e não sofrer, rir, se emocionar, se apaixonar e se envolver se torna praticamente impossível.

Uma história à lá Código Da Vinci para mulheres você se perguntará se esta história e seus personagens realmente existiram e verás representados em 445 páginas numa mescla de presente e passado que, nunca história mais triste se viveu que esta de Giullieta e seu Romeo.

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