Água para Elefantes: a vida é o maior espetáculo da Terra

Por Caroline Nishi

O que dizer de um filme como este?

Não encontro palavras para descrevê-lo, este é um daqueles poucos filmes que me tocam e há muito tempo isso não acontece. Talvez por conta dos animais, mas acho que não, talvez tenha sido a incrível atuação do Robert Pattinson, brincadeira, ele está ótimo, mas não digno de Oscar – meninas, por favor, não me matem eu disse que ele está ótimo, ok?

O filme é comovente, o ambiente, as circunstâncias, os personagens e (principalmente) os animais, até quando há pacadarias e o pobre e magricelo Robert Pattinson se dá mal. Há um certo encanto e uma magia típica do picadeiro, é como se a história de amor fosse com o circo e não entre os personagens, o envolvimento com os animais e não entre os protagonistas (humanos). Rosie, a elefante, é a grande estrela do filme e Marlena, Jacob e August são meros coadjuvantes.

O filme de desenrola num flashback, o sr. Jacob conta sua história durante a depressão de 1930, a morte repentina dos seus pais, a reviravolta que aconteceu depois disso, o início da sua vida no circo, o seu talento inato com animais e como conheceu o amor da sua vida.

Jacob é um homem encantador, é um daqueles poucos homens que lutam pelos seus ideais e por aqueles que ama. Após a morte abrupta de seus pais em meio à crise da época, Jacob se descobre pobre, sem casa para morar e decide ir para a cidade em busca de emprego. No caminho vê um trem, se aproximar e decide pegar uma carona, o que ele não esperava é que esse trem mudaria o rumo da sua vida.

Jacob diz “eu não sei se escolhi aquele trem ou se ele me escolheu” e apesar de toda a magia que cerca os espetáculos circenses, o encanto é apenas de fachada, por trás das cortinas há abusos, descaso, tristeza, saudade, maus tratos e fome. Mas existe também o lado positivo desta vida, o circo é uma família, um zela pela vida do outro como irmãos.

E o que seria das nossas vidas sem as causas consideradas impossíveis? Nada.
Jacob se apaixona por Marlena desde o primeiro instante que a vê e por ela faz escolhas perigosas, mas ela mantém certa reserva, pois além de ser esposa do dono do circo, o terrível August, o circo a define como pessoa e o espetáculo é seu palco, sem o circo ela perde a identidade. Marlena é a atração principal do circo, ela faz um número com cavalos que, infortunadamente, acaba sendo cancelado por causa da morte de um deles. Marlena permanece triste com a perda do amigo e August ávido por ganhar dinheiro e para matar dois coelhos com uma cajadada só ele compra Rosie, uma elefanta encantadora e extremamente inteligente, mas incompreendida, e por vezes punida severamente, pelos que a cercam.

Rosie tem um papel importante no filme, ela é o ingrediente que faltava para unir Jacob e Marlena. Jake é destacado por August para ser seu treinador e Marlena deve treinar com a elefanta para o mais novo número do circo e o envolvimento entre eles é cada vez mais evidente e eles correm um perigo iminente, August está cada vez mais desconfiado e pode virar sua terrível fúria contra eles, mas o amor é inconsequente e às vezes vale a pena correr o risco.

A história não termina de maneira espetacular, mas vale a pena assistir. O amor é irracional e imprevisível, suas consequências vão além de nossa vontade e este amor não definirá apenas o destino de Marlena e Jacob, mas de toda a equipe do Benzini Brothers, especialmente a vida de Rosie, a elefante que, com certeza, todos se apaixonarão e Robert Pattinson concordará com você, preste atenção e perceberá que ele tem mais química com a Tai, a elefanta que “interpreta” Rosie, do que com a Reese Witherspoon.

O filme ainda não tem previsão de lançamento em DVD no Brasil, será preciso amargar alguns meses até assisti-lo.

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3 comentários sobre “Água para Elefantes: a vida é o maior espetáculo da Terra

    • Pois é Dé, a culpa é produtoras de filmes que demoram para trazer os DVDs para o Brasil, em Londres será lançado em setembro, como temos sorte, vamos poder comprar este filme (só) em dezembro, sendo otimista. Viva o país subdesenvolvido ou como alguns gostam de dizer em desenvolvimento…

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