Dica de leitura: O Enigma do Oito

Sabe aquela frase clássica que quase todos os filmes épicos têm: [voz com eco] “O passado e o presente se unem, as respostas do presente você encontrará no passado.”?

Essa é a essência do suspense histórico de Katherine Neville, O Enigma do Oito.

O Elamundo conta hoje a história do xadrez de Montglane, antes conhecido como Xadrez de Carlos Magno.

Ele foi forjado há muito tempo atrás, seu criador era um homem sábio que vivia atrás “da grande fórmula”, cuja resolução traria à toa o maior segredo da humanidade, um segredo que igualaria o homem aos deuses. Este homem, finalmente conseguiu resolver a fórmula, mas como todo grande conhecimento carrega consigo uma grande maldição, ele sofreu o castigo merecido. Tentando aliviar o peso de seu grande fardo, ele resolveu partilhar o conhecimento adquirido forjando o xadrez de Montglane e, consequentemente, a maldição tomou forma e despertou a cobiça de muitos homens.

No decorrer do tempo, o xadrez deixou o rastro que todo objeto de poder costuma deixar na história, derramamento de sangue e guerras. Mas, inesperadamente, as peças vão parar na abadia de Montglane, na França. As abadassas sabendo do poder que carregava o xadrez tinham consigo a responsabilidade de proteger o xadrez e nunca revelar sua localização, abadassa após abadassa. Os admiradores e cobiçadores seguiam as pistas que o xadrez deixou na história e sempre chegavam a abadia de Montglane, mas lá encontravam um beco sem saída e nunca mais se soube de seu paradeiro durante um século.

O objetivo das abadassas de Montglane era que o xadrez jamais chegasse nas mãos daqueles que buscavam o poder. Estamos falando da França do século 16, que vivia na eminência do estouro da Revolução (Francesa, obviamente), bens eram confiscados e nada pertencia a quem deveria de direito. Sabendo do risco que o xadrez corria, a abadassa tomou certas precauções para que, mesmo fora dos muros da abadia, o xadrez continuasse oculto.

Muito tempo se passa e agora estamos na Nova York de 1973, em meio a outro conturbado período da história, durante os conflitos com a URSS. Aqui, conhecemos nossa outra protagonista, Catherine Velis, que é fera em processamento de dados. Na noite de Natal, ela está amargando no plantão da empresa onde trabalha quando recebe uma ligação inusitada de Harry, um antigo cliente que se tornou amigo, convidando-a para passar o Natal com ele e sua família. Não tendo outra alternativa senão aceitar, ela decide se divertir um pouco na noite natalina de Nova York. Sua vida muda quando, nesta noite, uma cigana lê sua mão e diz que “No Jogo da Vida, os Peões são a alma do xadrez. E até o humilde Peão é capaz de assumir uma identidade diferente… A mulher que a levará à encruzilhada cortará todos os laços e precipitará o fim que está previsto.”.

Após este dia, Velis se vê em meio a uma perseguição que envolve a KGB, um soviético louco e por quem se sente estranhamente atraída, Lily Rad com quem nunca se deu muito bem, correndo sérios perigos de morte, atrás de objetos que não se têm notícias há anos, em um jogo que não pediu e nem esperava entrar. A vida lhe reserva grandes surpresas, as melhores sempre ficam no final.

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