Dica de leitura: Antes que eu vá

E SE?
E SE tudo o que você tivesse fosse um único dia. O que iria fazer? Quem iria beijar? Até onde se atreveria a ir para salvar a própria vida?

TALVEZ…
TALVEZ você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs… Tanto tempo, que você passa a nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você passa a disperdiçá-lo.

Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará sua vez.

E se? Talvez? Um dia…
Palavras simples com diferentes significados, mas quando juntas podem causar muitos estragos numa vida.
E se houver apenas o hoje? E se tudo o que você acreditava ser real, na verdade não passa de um monte de mentiras? E se você tiver apenas hoje para fazer tudo o que planejou fazer a vida toda? E se você não chamar aquele garoto(a) para sair, você terá oportunidade de faze-lo amanhã?

Talvez, segundo a definição do dicionário, é usado para indicar dúvida ou incerteza. TALVEZ, essa seja a palavra certa para definir o futuro, o nosso amanhã. Talvez você viva por muito tempo, talvez não. Talvez você encontre o amor da sua vida, talvez não. Talvez você ganhe na loteria, talvez não. Talvez você consiga, sei lá, realizar todas as suas fantasias sexuais, talvez não. Talvez você tenha acertado o caminho, talvez não. Talvez, você possa perdoar aquela pessoa que te magoou amanhã, talvez para um de vocês não haja um amanhã.

“Um dia” é uma expressão que também pode assustar, antigamente essa era uma palavra   constante em meu vocabulário, hoje sequer sei que ela existe. É comum você ouvir “um dia farei aquela viagem que tanto quero”, “um dia farei aquela tattoo”, “um dia terei coragem de dizer que o(a) amo”, “um dia isso vai mudar”, mas… e se esse dia nunca chegar? É fato concreto, para não ser mais redundante, que só temos o hoje. O ontem já foi e o amanhã é uma mera possibilidade, um talvez. Podemos nos arrepender do ontem, consertar no hoje, mas o amanhã é incerto, muito improvável.

Ainda nessa linha de raciocínio entramos no assunto literário do Elamundo de hoje, estou me referindo ao livro “Antes Que Eu Vá” da Lauren Oliver, publicado pela editora Intrínseca.

Este livro conta a história de Sam, uma garota que tem uma vida perfeita.
Prestes a se formar no colégio, ela tem amigas de verdade, é muito popular na escola e tem como namorado o garoto mais cobiçado e perfeito da Thomas Jefferson.
E quando ela menos espera, acontece algo injusto em sua vida perfeita, algo que, obviamente, não estava em seus planos. No retorno de uma festa na casa de Kent, seu antigo e talvez ex-amigo, ela e suas 3 melhores amigas sofrem um grave acidente de carro e é ai que as coisas ficam estranhas para Sam.
Após o acidente, todas as manhãs ela acorda no fatídico dia 12 de fevereiro, Dia do Cupido e o dia em que morreu.

Sam se vê presa em uma série de eventos que estão além de sua vontade e possibilidade de mudar, afinal, já aconteceram. Ela se estressa, fica triste, tenta concertar as coisas e começa a ver tudo sob outra ótica.

E, após tantas cabeçadas, percebe, enfim, que todo esse caos que virou a sua “quase vida” fizeram-na mudar a maneira de ver a vida e, consequentemente, suas prioridades também. Aquela Sam que existia antes do dia 12 de fevereiro não existe mais, agora ela tem que correr contra o tempo para aproveitar essa segunda chance, concertar as coisas para todos, para aqueles que ama, para aqueles que não sabiam da existência e para aquele que ela se descobriu apaixonada no meio dessa tempestade.
E no final, o que realmente vale a pena são as pequenas coisas, tenho certeza que você sabe do que estou falando.

A morte pode ser um tema muito interessante de se ler, é, como disse Steve Jobs, um agente de mudanças. Após ler este livro fiquei pensando naquela história, acho que você já ouviu isso de algum familiar ou no seu ciclo de amigos, que quando uma pessoa está prestes a morrer dá a impressão de que ela sabia ou sentia que isso ia acontecer.
Vocês já pararam pra pensar se não é isso que acontece quando chega a hora? Que vivemos esta segunda chance de Sam para aprender a lidar com a morte e fazer com que seja menos dolorosa para você e para aqueles que ficam?
Alguma vez na sua vida um abraço, um beijo, uma palavra ou uma atitude te disse que essa pessoa sabia que estava partindo?

A parte complicada de falar sobre a morte é que, quanto mais falamos mais perguntas sem respostas surgem e, cá entre nós, ninguém quer realmente morrer para saber. Portanto, vamos simplesmente viver a vida e aproveitar cada dia como se fosse o último porque um dia… vamos acertar.

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