A leveza de Carina Rissi

Confesso que já passei, há mais de uma década, dos meus 15 anos. Confesso que não acredito mais naquele amor juvenil onde o impossível se torna possível e mudança é apenas uma questão de querer. Confesso que já li tanto e tanta coisa – desde as boas até as ruins – que eu consigo prever os clichês de cada história.

A vida é hard e por isso acredito que, às vezes, devemos levá-la com mais suavidade, de um jeito mais brincalhão e não tão focado assim, afinal, um pouco de descontração não faz mal a ninguém e estimula a criatividade. Da mesma forma eu vejo a leitura, é lindo e super cult sair dizendo por aí que leu Shakespeare, Jane Austen, Emily Bronte, Proust ou Hemingway, mas também não tem nada de vergonhoso ler uma história mais leve, sem grandes dilemas, às vezes temos problemas demais na cabeça para nos preocupar (também) com os dilemas dos personagens.

Se você é menina, está na casa dos 20 e quer ler algo mais suave, a dica é: leia CARINA RISSI.

Carina Rissi é uma autora nacional pouco conhecida na própria terra, mas que fez um tremendo sucesso na Alemanha, onde entrou na lista dos mais vendidos. Seus títulos são românticos, claro. Tem heroínas fortes e determinadas, tem “mocinhos” que estão sempre dispostos a contrariar a mocinha, dilemas de amor, brigas e o tão sonhado “felizes para sempre”, ou seja, tem todos os ingredientes que um romance chick-lit precisa.

Li seus dois romances Procura-se um Marido e Perdida. Vou falar um pouquinho dos dois agora:

Procura-se um Marido conta a história de Alicia, neta de um grande empresário do ramo de cosméticos que é o pesadelo de todo pai ou avô, ela é completamente irresponsável, vive entrando e saindo de confusões acompanhada de toda a mídia que cerca o seu estilo de vida.
Mas tudo isso muda quando o seu querido avô repentinamente morre e, na intenção de criar algum juízo na cabeça da neta, acrescenta uma cláusula peculiar ao testamento. Ela só terá direito à sua herança depois que se casar!
Sim, retrógrado e conservador, mas lembre-se que tudo em um romance tem um porquê – assim como na vida, mas diferente dos livros muitos desses “porquê” não descobrimos as respostas.
E Alicia sendo Alicia procura a saída mais fácil anunciando em um jornal que está à procura de um marido de aluguel, e dentre os muito “errados” que aparecem ela encontra naquele que considera o mais errado de todos o caminho para a felicidade e talvez para o amor.
E como não poderia deixar de ser, este mocinho é P-E-R-F-E-I-T-O.

Outro romance que li da Carina foi Perdida e confesso que gostei muito mais desse pois trata de um assunto que eu acho interessantíssimo, a viagem no tempo.
Nesta história conhecemos a Sofia, garota batalhadora, determinada e completamente avessa ao amor, que acredita existir apenas em romances do século 19. Não preciso nem dizer que ela é fã de Jane Austen. E assim como muitas de nós, ela não sabe viver sem um celular. Até que um dia – bêbada – ela perde o celular e precisa comprar outro, na loja encontra uma vendedora que diz ter exatamente o que ela precisa, o que ela não sabe é que tem que voltar no tempo para encontrar aquilo que precisa mesmo não sabendo o que é – típico!
E é o que leva Sofia ao ano de 1830 e aos ares românticos da época com muitos quadros (não existia fotografia), vestidos rodados, bailes e cavalheiros de verdade. O mais interessante nesta história é o contraste que a personagem tem com as diferentes épocas, consideramos certas coisas tão banais que só nos damos conta da sua importância quando damos esse passinho para trás. Vale a pena ler.
Nem preciso dizer que a cordialidade do mocinho é F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A.

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Duas notícias boas:
1. ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA: Uma notícia boa para os fãs é que em breve sairá no cinema a adaptação da história de Sofia – ainda não temos a escalação do elenco, mas é questão de tempo pois o roteiro já está pronto. A previsão de lançamento é para o ano que vem. Vamos aguardar.

2. LANÇAMENTO DO 2º VOLUME – ENCONTRADA: na Bienal do Livro de São Paulo deste ano será lançado o segundo volume da saga. O lançamento será no dia 30/08, às 13h no estande do Grupo Editora Record.

É isso, espero que tenham gostado da dica de leitura.

Cinquenta Tons de Cinza – o buraco é bem mais embaixo

Por Caroline Nishi

A decepção nada mais é que uma expectativa frustrada, acho que essa frase define o que eu sinto quando penso nesse livro.
A editora Intrínseca investiu num marketing pesado para divulgá-lo, ele é sucesso garantido em todo lugar que é lançado e a editora não economizou para garantir os direitos de publicação da obra, que custou U$$ 780 mil. Para cobrir estes gastos, a Intrínseca precisaria vender 170 mil exemplares e em três semanas o livro chegou a uma marca inédita no Brasil, em três semanas foram vendidos mais de 200 mil exemplares! No Reino Unido bateu recorde de venda na Amazon estabelecido por Harry Potter, ou seja, 50 tons vendeu em 4 meses o que HP levou 14 anos e essa febre parece longe de acabar, a Focus Featured comprou os direitos pela produção cinematográfica da obra pelo valor mínimo de U$$ 5 milhões, que também é outro recorde absurdo.

Mas depois desse marketing todo, desse boom de atenção que a obra recebeu fui convencida a comprar o livro, ainda não consegui terminá-lo, faltam poucas páginas – que estão se arrastando para acabar – e confesso que me decepcionei e muito. A autora explora um enredo que já foi explorado à exaustão pela Stephenie Meyer e por outros autores que vieram em seguida. Não se trata de história de vampiros que brilham, mas explora os mesmos arquétipos: menina insegura que não enxerga sua própria beleza e homem extremamente seguro de si (pelo menos aparentemente), lindo, perfeito com um corpo escultural e seu tipicamente cabelos da cor de bronze naturalmente bagunçados, com dinheiro e poder para realizar suas fantasias mais estapafúrdias, que se lembra de tudo que fala e gosta, um cara ciumento e dominador – no caso de Grey a aplicação da palavra dominador tem outro sentido.
A história também não muda, um cara intangível se envolve com uma garota comum e que no final acaba se apaixonado perdidamente por ela, até mesmo a psiquê dos personagens são semelhantes.
Sabe o que é mais irritante? Se você leu Crepúsculo sabe disso, mas a medida que a leitura avança dá a impressão de que você está lendo novamente a história de Edward e Bella, é a mesma ladainha, os mesmos personagens, os mesmos diálogos e pensamentos e as mesmas irritantes comparações.
O que muda na história é que Grey faz na centésima página o que Edward não foi capaz em 1500 páginas, TRANSAR!

Cinquenta tons deu destaque a um outro nicho no mercado editorial, a chamada literatura erótica, talvez este seja o motivo de tanta fumaça para pouco fogo, novidade com uma pitada de sacanagem. Cinquenta tons além de descrever as cenas de sexo, aborda também o masoquismo, tema ainda é considerado tabú em nossa sociedade, a relação dominador e submissa e o uso de acessórios na hora do prazer como chicotes, algemas e mordaças.
E, apesar de muitos estarem pensando “nossa, que tenso”, esse livro não tem nada de pesado eu esperava algo muito mais agressivo, Grey está a procura de sexo e realização dos seus prazeres mais secretos, mas como a história é narrada sob o ponto de vista de Anastasia tudo é “romantizado”, até mesmo quando Grey diz “quero te foder com força” o coração de Ana vibra descompassadamente apaixonado.

Tudo isso somado ao marketing investido pela editora aumentou o appeal sobre o livro. Não posso negar que a leitura seja interessante, mas não tem nada de complexo e que acrescente alguma coisa em sua vida, além de outras ideias de como usar uma gravata. Novamente, o texto é muito mais do mesmo, sem inovação, sem entusiasmo, o texto não é inteligente, os diálogos são muito clichês – não mais que os orgasmos de Ana – e os personagens pouco atraentes. Federico Moccia consegue fazer isso muito melhor com muito menos e com histórias voltadas para o público adolescente e não supostamente para mulheres adultas.
O sucesso desta série também pode significar outra coisa, os homens precisam usar mais a imaginação na hora do sexo, menos falso moralismo e mais satisfação dos seus verdadeiros prazeres, o que acontece entre 4 paredes deve ficar por lá.

Resumindo, 50 tons é estável e previsível. Para mim não valeu os R$ 39,90 que paguei, não acrescentou nem significou nada para mim, este é um daqueles livros que apenas li (acompanhei a massa e me dei mal) não me emocionei, não me identifiquei com a personagem, com a história e com o insulto à feminilidade e independência que as mulheres conquistaram, pois ao contrário do que muitos andam dizendo por aí, nem todas as mulheres desejam ser submissas, é sufocante pensar na ideia de deixar um cara dominar literalmente a sua vida. Quando surgiu o filme O Segredo de Brokeback Mountain ninguém saiu por aí dizendo que todo homem tem um lado homossexual dentro de si então, por favor, também não tirem conclusões precipitadas.

Vamos ver o que a sequência terá a nos oferecer. Quem sabe as coisas se tornam mais quentes, a história mais interessante e os personagens menos previsíveis. E se o livro é considerado erótico, nada mais justo do que ter mais cenas de sexo.

Você tem que assistir Orações para Bobby

Por Caroline Nishi

Você já ouviu falar deste filme? Não?
Bom, isso é comum pois este filme foi injustamente mal divulgado.
Um amigo da faculdade indicou e me preparou “você vai chorar horrores quando assistir”.
Eu pensei “então tá, é bom chorar de vez em quando” e fui assistir o filme. Só que eu não estava preparada para o que estava por vir.

A família Griffith parece perfeita, eles estão comemorando o aniversário da vovó. Todos unidos, rindo e brincando, a típica família norte-americana.
Mary (Sigourney Weaver), a matriarca da família, é uma católica devota e segue à risca os ensinamentos da bíblia sem nunca questionar. Ela é casada e tem 4 filhos, o seu favorito é Bobby, ele é perfeito aos seus olhos.
Bobby, apesar de se mostrar alegre e brincalhão, em seu coração há muitas dúvidas, ele sente que é diferente. Num desabafo, ele assumi que é homossexual e sua mãe não aceita. Mary acha que o homossexualismo, conforme dito na bíblia, é uma abominação e deve ser combatida, ela crê que seu filho está doente e passa a buscar tratamentos, desde consulta ao psicólogo a orações, cultos religiosos e até espalha bilhetes pela casa para lembrá-lo dos ensinamentos de Deus.

Bobby fica cada vez mais confuso e não se aceita como é por tudo que já ouviu sua mãe dizer e Mary, cega pela religião, não percebe que está perdendo o seu filho. Bobby, sem o apoio daqueles que ama desaba numa espiral de tristeza e angústia e acaba se suicidando.

E a partir daí preparem os lenços…

Apesar da grande perda, todos estão tentando levar a vida adiante, exceto Mary. Corroída pela culpa e pela falta que Bobby lhe faz, ela quer saber o que aconteceu com ele. Foi sua culpa? Foi a vontade de Deus? Por que Ele não o curou?

Este filme não é um blockbuster, ele foi feito para a TV, mas se tornou um fenômeno na internet. “Orações para Bobby” é a história real de um garoto que se descobriu diferente e foi condenado pela mãe e a história de uma mãe que teve que abalar os alicerces de sua crença para encontrar respostas para suas perguntas em busca do perdão do filho.

Quando me disseram que Sigourney Weaver (Alien e Avatar) estava no elenco eu tive certeza de que o filme era bom. Por este papel ela foi indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro.

E não tenha dúvidas, chorei horrores assistindo, indico para todos, independente da religião ou opção sexual. Gostei do filme por tratar de dois temas ainda controversos entre si homossexualismo e religião, a ignorância em aceitar o diferente e como a religião não questionada pode causar estragos em nossa vida e na vida daqueles que nos cercam.

Assista o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=We5DBUZUFG4

 

O que esperar do filme Um Dia

Por Caroline Nishi

Acabou o período de provas da faculdade e finalmente consegui assistir um filme que se eu não assistisse me mataria.

Como você deve saber trata-se de uma adaptação da aclamada obra de David Nicholls, um britânico que soube retratar com maestria um romance tangível ambientado nas décadas de 1980 e 1990. Já escrevi para o Elamundo sobre o livro, que li e me emocionei horrores, agora me resta a difícil tarefa de escrever sobre o filme sem repetir os argumentos usados para descrever o livro.

A história de Emma Morley e Dexter Mayhew começa em 1988 na festa de graduação da faculdade e acaba na casa de Emma, melhor dizendo em sua cama. Um encontro casual que une um casal aparentemente oposto um ao outro e na noite do dia 15 de julho nasce uma amizade que perdurará os próximos 20 anos. A passagem de tempo é mostrada de maneira descontraída, haja vista que a história sempre se passa no dia 15 de julho, dia de São Swithin e dia que eles se conheceram, e a cada ano acompanhamos o processo evolutivo das personagens, situações e sentimentos que não são exclusivamente deles, poderiam ser nossos também e isso torna a história mais real e palpável.

No filme conhecemos uma Em inicialmente tímida, mas que com o tempo deixa transparecer o humor encantador que possui, uma garota sonhadora presa a uma realidade que não é aquela que sonhou e a um relacionamento em que o amor já não existe mais ou talvez nunca tenha existido. E essa frustração de Em vai contra a vida glamurosa que Dex vive, depois da faculdade ele decide viajar o mundo, quando retorna vira apresentador de um programa de televisão, namora modelos e apresentadoras badaladas e tem tudo o que um cara de 25 anos deseja ter: dinheiro, fama, mulheres e o mundo aos seus pés.

Mas estamos falando na vida real, onde tudo pode acontecer e a vida de ambos dá uma guinada de 360 graus. Emma consegue realizar seu grande sonho ao contrário de Dex que começa a entrar em decadência. No entanto, após tantos anos de encontros e desencontros e descobertas, eles se descobrem apaixonados um pelo outro.

Destino? Momento certo? Não sei ao certo, costumo dizer que destino não existe, o que existe são consequências das nossas escolhas e que o momento certo é você que faz, mas a vida real é bem mais complicada.

Às vezes é preferível aceitar que o destino coordena nossas vidas e se conformar que existe o momento certo das coisas acontecerem, mas é complicado dizer isso quando se conhece a história de Em e Dex, o que era óbvio para todos acaba acontecendo 20 anos depois. Quando eles se conheceram era notável a química entre os dois e como duas metades se encaixavam numa dança perfeita, mas será que ambos estavam preparados para viver aquele relacionamento? Será que aquele não era o momento certo de acontecer?

Bom, isso nunca saberemos, mas fato é que, por um curto período eles conseguem gozar de uma vida a dois e são bons e felizes nisso, mas como tudo que disse anteriormente, assim como dizemos que “destino” e “momento certo” existem, não podemos descartar a parte em que dizemos “faz parte da vida”. Quando achamos que tudo está perfeito em nossas vidas, vem algo que nos faz questionar alguns dos nossos mais sólidos valores e faz tudo ruir. Pensamos ser injusto partir quando você consegue ter tudo que deseja e sempre sonhou, pensamos no tempo exíguo que teve para ser feliz, mas amor e felicidade não se mensura pelo tempo que durou, mas pela intensidade em que se viveu, a eternidade pode durar um beijo ou os segundos de um suspiro.

Esse filme, como disse Anne Hathaway numa entrevista, é especial porque não se trata de um romance clichê com o famoso “felizes para sempre”, este filme não tem final feliz e te faz questionar o que realmente vale a pena nessa vida.

Observação:
Para os adoradores de livros tenho um aviso: o roteiro foi escrito pelo próprio David Nicholls. Então não tenham medo, entrem confiantes na sala que vocês não vão se decepcionar.

O que esperar de Amanhecer – Parte 1

Assisti a primeira parte do filme Amanhecer, baseada na obra de Stephenie Meyer e te digo, o filme não decepciona os fãs da saga.

Minha opinião sobre os filmes baseados em livros é muito crítica, sou uma leitora obsessiva, devoro livros e o que eu mais amo é entrar no clima das histórias, mas adaptações cinematográficas, principalmente as hollywoodianas, são pobres de detalhes, repleta de modificações e clichês tipicamente americanos. Quando li os livros me apaixonei logo de cara, li Crepúsculo em uma noite e fiquei fascinada pelo mundo – admito, não muito original – criado pela Stephenie Meyer. Deixo claro que esta não é uma história clássica sobre vampiros super sexies, sedentos de sangue que costumamos ver por aí, aliás, esta história não deve ser vista como uma história de vampiros, ela é mais uma história de amor, vamos dizer que é uma versão teen de Romeo e Julieta do século XXI.
Não devemos tirar o mérito de Meyer, pois graças a Saga muitos adolescentes tiveram coragem de ler um livro pela primeira vez, este é um fato muito importante numa sociedade que não possui tal costume.

Entrei na sala do cinema completamente cética, não gostei dos filmes anteriores da Saga, por terem alterado fatos importantes da história com atores aparentemente despreparados que não conseguiram acertar o tom dos personagens. Mas mais do que tudo isso, não gostei dos filmes por achar que os atores não condiziam com a descrição dos personagens em sua aparência tampouco sua psiquê. Enfim, adoradores de livros sempre estão fadados a este tipo de decepção, pois o personagem que criado em nossa imaginação é sempre melhor.

Amanhecer me surpreendeu de todas as formas possíveis, quando o filme terminou (#dica: aguardem o final dos créditos, tem algumas cenas especiais), saí em estado que choque, o filme foi muito FODA.
O filme começa com os preparativos do casamento de Bella e Edward, tudo lindo e maravilhoso, Alice como sempre sabe preparar uma festa. A cerimônia, os votos, o vestido de noiva da Bella, a piadinha infame do Emmett, a invejinha amarga de Jéssica, o humor peculiar de Charlie, tudo foi absolutamente perfeito, digno de um casamento épico.

Este filme seguiu fielmente a história contada por Meyer – confiem, li 10 vezes cada livro, sei do que estou falando -, não vou contar muito sobre a lua de mel, que também foi perfeita, ver Robert Pattinson falando o nosso querido Português é a coisa mais carismática do filme, dá até vontade de aprender a falar português (sarcasmo).

As cenas de sexo não são tão fortes assim, não é algo que sua filha de 13 anos nunca tenha visto ou ouvido falar – ou feito, mas deixa isso pra lá. Nestas cenas Kristen Stewart consegue mostrar o lado sensível de Bella que ficou tão oculto nos outros filmes, o lado engraçadinho e romântico que ainda não tínhamos visto. E é indiscutível a química que existe entre o casal, é como se fossem metades de um todo, eles se completam em cena. Os efeitos especiais também merecem atenção especial, todos sabem como Bella sofre com a gravidez de seu bebê meio vampiro-meio humano, seu corpo não é compatível com a força do feto e consequentemente ela enfraquece muito num período muito curto de tempo. Observem os efeitos especiais usados em Kristen, numa entrevista ela disse que não precisou emagrecer nem fazer dieta, eles usaram uma máscara para fazer com que parecesse cada vez mais magra (computação gráfica). Nesta parte da história a cumplicidade entre Rosalie e Bella fica evidente, ambas lutam pelo mesmo objetivo insano, o desespero de Alice por não poder ver o futuro de Bella, a raiva de Edward por não ter o que fazer e a parte mais fofa de todas, quando Edward começa a ouvir o bebê, essa cena é linda!

Jacob está indescritível neste filme, é impressionante o amadurecimento do personagem e seu criador, a discussão com Sam, a luta com seus irmãos para proteger os Cullens (que não existe no livro, mas acrescentou muito para a história) e por fim o momento em que Jacob sofre o imprinting*.

Uma das cenas mais intensas, além da lua de mel, são as cenas do parto, tudo muito realista, Bill Condon não poupou esforços nestas cenas e valeu a pena. O desespero de Edward em salvar Bella é comovente e emociona muito. E o filme acaba onde todos acharam que acabaria na transformação de Bella.

Eu já falei uma vez, mas não custa repetir, aguarde o final dos créditos, pois tem cenas especiais da continuação só para atiçar nossa curiosidade.

Vale muito a pena assistir este filme.

*imprinting: segundo a explicação de Jacob “é quando o que te prende a Terra não é mais a gravidade e sim a pessoa amada.”

O Nike Air Mag do Mart McFly

Por Ana Lícia Franco

O vídeo acima está em inglês, mas com um pouquinho do nosso the book is on the table da escola vai dar pra entender que a Nike finalmente vai lançar o melhor tênis do mundo: o tênis do Marty McFly do filme De volta ao futuro! O ator que deu vida ao Marty McFly, Michael J. Fox nos apresenta famoso Nike Air Mag que vai ser leiloado no site do E-bay pela Nike e toda a renda arrecadada vai ser doada para a Fundação Michael J. Fox, que luta contra o mal de Parkinson. Mas quem quiser vai ter que correr porque serão 1500 pares leiloados e eu tenho uma leve impressão que esse leilão vai acabar rapidinho.

Dica de Filme: Além da Vida (HEREAFTER)

Por Débora Gumiero

“CADA UM DE NÓS SE PERGUNTA: O QUE NOS ESPERA ALÉM DA VIDA? PODEMOS REENCONTRAR OS QUE JÁ PARTIRAM?

Esse é o tipo de filme para aqueles que gostam de refletir sobre a vida e o que vem depois dela. Sobre pessoas que cruzam nossa vida e o que temos que aprender com elas.

Estrelado por Matt Damon,  Além da Vida acompanha a história de três pessoas que são tocadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um americano que desde pequeno consegue manter contato com a vida fora da matéria, mas considera o seu dom uma maldição e tenta levar uma vida normal. Marie (Cécile De France) é jornalista, francesa, e passou por uma experiência de quase morte durante um tsunami. Em Londres, o menino Marcus (Frankie McLaren/George McLaren) perde alguém muito ligado a ele e parte em busca desesperada por respostas. Enquanto cada um segue sua vida, o caminho deles irá se cruzar, podendo mundar para sempre as suas crenças.

O roteiro é de Peter Morgan, a produção é assinada por Clint Eastwood, Kathleen Kennedy, Robert Lorenz, Steven Spielberg, Frank Marshall, Peter Morgan e Tim Moore.